segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Que rufem os tambores

Aí vem Christine.
Bom humor na hora de anunciar um novo companhiero eletrônico, com todo saudosismo possível que a relação com seu antecessor criou.
Ainda escrevo dele, espero como sendo a ultima vez "oficial".
Vem um monstro ai, fora dos meus padrôes de vida, pode ser, mas uma realidade. Uma necessidade.

'Tava chovendo forte, estava faminto, com sono, cansado, o lugar era apertado, escuro e bagunçado, mas suas partes estavam ali, esperando para serem montadas.
E de todo o caos... tah-dah!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

sono

Vozes na cabeça.
Não, não é esquizofrenia. É fruto de mais um trabalho de louco, o degrau (ou rito de passagem) para a pessoa física que não teve muitas oportunidades na vida e escolheu um caminho pela mesma, feliz e brilhante, porém árduo.

Jeito poético de dizer que trabalho como Operador de Telemaketing, como é comummente conhecido. Embora a nomeclatura e suas designações variem, a pressão é aquela; ter a vida de pessoas que não escolheram mas seguem caminhos árduos porém sem o brilhantismo, sem o reconhecimento de ninguém nas mãos (ouvidos e boca), não é fácil.
Quando se tem empatia então...pfss.

Isso cansa o cérebro, isso traz um auto-questionamento sobre a própria integridade, se aprende um pouco mais sobre a filhadaputice de grandes instituições e o quanto você quer se afastar disso.
Me faz imaginar do quanto eu realmente preciso disso.
Precisamos tanto disso?

***

Computadores e suas ciências, minutos e suas inconsistencias, pessoas e suas complexidades por vezes subjugadas, por vezes egocêntricas. Amor se tornando uma tarefa do dia, algo a se cumprir, as vezes perdendo espaço na agenda...não é justo.
Mas há planos, não é necessário mais um ano de 'experiência' de vida num lugar onde você pode gastar seu tempo fazendo cálculos de quanto tempo ainda falta para se sentir um pouco livre, pra ter um pouco de contido carinho.
Há planos, há esforço e existem formas.
Nos dê uma chance.
Mas deixa eu só tirar esse cochilo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Setembro

Provavelmente o unico post do mês.
Provavelmente o mais exausto.
Tempo nunca esteve tão distorcido, tão do contra, tão contra mim, contra nós, a favor de quem não merece.
Nunca foi tamanha benção nem tamanho fardo.
Setembro chega chutando, tirando o fôlego, testando o corpo, a mente e o coração.
Lembrando seu tamanho infinito, que por vezes se torna sólido, tempo sólido!
Esse blog devia mudar seu nome pra alguma coisa relativa a tempo, mas ai eu lembro que filmes tem seu tempo de duração, oras. Estamos na parte drámatica? Ou só na parte chata?
Cadê o FastFoward?
Cade o Pause quando eu preciso?

domingo, 9 de agosto de 2009

Agosto

Mais uma sobre o tempo, tema supremo desse blog, tempo, nosso sequestrador.
Agosto, mais uma marquinha na linha mística do tempo e suas atrelaçoes as vezes nem um pouco místicas.
Mais um mês, mais uma marca.
Mais um dia 10.
Mais um dia 10...

Inverno foi ainda frio esse ano, quando pôde, é claro.
Porém diferente dos anteriores, esse foi quente. E nunca só.
Sono... conto as horas pra dormir pra contar os invernos frios e nunca mais sós até que esteja batalhando com você pra poder dormir e não precisar mais contar horas, apenas aproveitá-las.

Você ronca, ué.
Imagina, um dia 10 aí, num inverno qualquer, um frio destemido, nós juntos e nunca sós, as horas passando da forma que bem entenderem, com ajuda divina, vagarosamente e eu tentando dormir e poxa, você roncando!
Imagina?!
Só imagina...
Mais um dia 10.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Oldschool

Aqui os caminhos vão se separar um pouco.
Aqui vão haver novas descobertas, aqui haverão novas e diferentes histórias pra se contar. Aqui vai ser feita parte da nossa vida. Aqui... aqui eu sei que vou sentir mais e mais sua presença e seu carinho. Mesmo que um poquinho distante. (Espero uma saudade boa. Seja gentil, dona Saudade.)

Aqui eu sei que nunca vai ser completo até que, ao fim do dia, ao fim de um ciclo de horas ou infelizmente dias, eu me encontre com você. E torne tudo que este momento novo da minha vida traga a sua absoluta condição. A condição de ser completado por você.
Te espero na saída.

domingo, 19 de julho de 2009

E a arte onde fica? [fortuna parte 2]

Não sei... é que fica meio assim na minha cabeça: 'ce sabe né, sempre gostei muito de cinema e música.Cinema e música. Sempre quis fazer alguma coisa sabe, bacana, alguma coisa forte e concreta em algumas dessas duas formas expressão. Comprei até o judiado violãozinho...
Mas poxa, expressão... acho que é o problema.
Eu tenho né, um sério problema com comunicação. E não, nem é tanta timidez, talvez uma falta de auto-confiança no que eu tenho a dizer, que não seja importante pra algum ouvinte que desconheça minha personalidade, talvez um pouco de presunção da minha parte, um egocentrismo muito feio que subjulgue as outras pessoas e me mantenha de boca fechada impacientemente pq afinal de contas, pra 'eles' eu estaria falando outra lingua... mas muito provável e mais de acordo com a primeira opção é que eu ME subjulgue: não tenho o que falar.
O que me assusta, as vezes passam muitas coisas na minha cabeça... aheuaheuaheuaheua poxa, passam MUITAS coisas e a todo momento, e eu estou sempre tentando organizar meus pensamentos de uma forma poética, de forma cronológica ou não, dando um sentido dramático com ares de narrativa a qualquer coisa trivial como tomar banho e seus passos.

Mas eu não sei muito, sei que esse blog é na maior parte do tempo uma farsa, nunca consegui passar 10 % dos sentimentos iniciais que me motivam ao escrever um post; mas sei que o trivial, o trivial não existe pra mim. Porra, gente, Trivial não existe, faça-me o favor.

De volta então a arte, e dando prosseguimento ao poema (fail) recém chamado de Fortuna que a pouco postei.
Dando passos na vida junto do meu amor. Só sei que o que importa por enquanto é que É com ele que estou dando esses passos e estamos fazendo coisas pra termos uma estabilidade econômica. Fato. Mas não preciso me perguntar pra descobrir que mais cedo ou mais tarde vou me dar conta de que não é o suficiente. É muito trivial pensar em ter dinheiro pra pagar conta e se entreter, e a vida, a vida como deve ser tem de se extinguir a palavra trivial do vocabulário, em todas suas linguas e nações, mundo tooodo.
Então, que faço eu?
Como poetizei: conto os minutos, as horas, os dias, os meses e ja o ano passando desde que acordei pra fora da vidinha trivial, mas o que eu fiz no sentido de poetizar minha vida, fazer da minha estadia um filme longo, proveitoso do tipo que vc nem se da conta das horas que se passaram; ou uma música linda, por vezes animada, por vezes melancolicamene emocionante... a vida faz isso por si só, eu sei. Mas ninguém da muito valor. A arte valoriza, definitivamente engrandece a nossa estadia aqui nesse plano ou seja la o que for e destrói a trivialidade do nascer-esperar-morrer. Faz com que tudo valha a pena, transforma momentos e pessoas em significados tridimensionais de uma profundidade sem igual. Potencializa o sentimento, desenvolve as mágoas, abre e fecha feridas, mostra a verdadeira felicidade, nos mostra as vezes que nada é certo, nos acorda, nos faz sonhar...
Mas de volta a estaca zero, que eu faço? Que eu posso fazer, que eu devo fazer a fim de realmente transformar meu filme numa vida?

Fortuna

Ando ganhando na loteria.
Ando apostando alto.
Ando investindo em momentos e pessoas.
Ando contando com a vitória de amanhã e a garantia de estorno no caso da derrota.
Ando contando os dias, as horas, os minutos, os centavos, os momentos e as pessoas.
Só não conto aquelas frases e seus significados.
Os momentos e as pessoas.
Eu computo o seu valor.
Perdi as contas das decepções com o mundo.
Mas meu cofre ta enchendo.
Os momentos e as pessoas preenchem o meu porquinho de fortuna.
Vou lá gastar.