Não sei... é que fica meio assim na minha cabeça: 'ce sabe né, sempre gostei muito de cinema e música.Cinema e música. Sempre quis fazer alguma coisa sabe, bacana, alguma coisa forte e concreta em algumas dessas duas formas expressão. Comprei até o judiado violãozinho...
Mas poxa, expressão... acho que é o problema.
Eu tenho né, um sério problema com comunicação. E não, nem é tanta timidez, talvez uma falta de auto-confiança no que eu tenho a dizer, que não seja importante pra algum ouvinte que desconheça minha personalidade, talvez um pouco de presunção da minha parte, um egocentrismo muito feio que subjulgue as outras pessoas e me mantenha de boca fechada impacientemente pq afinal de contas, pra 'eles' eu estaria falando outra lingua... mas muito provável e mais de acordo com a primeira opção é que eu ME subjulgue: não tenho o que falar.
O que me assusta, as vezes passam muitas coisas na minha cabeça... aheuaheuaheuaheua poxa, passam MUITAS coisas e a todo momento, e eu estou sempre tentando organizar meus pensamentos de uma forma poética, de forma cronológica ou não, dando um sentido dramático com ares de narrativa a qualquer coisa trivial como tomar banho e seus passos.
Mas eu não sei muito, sei que esse blog é na maior parte do tempo uma farsa, nunca consegui passar 10 % dos sentimentos iniciais que me motivam ao escrever um post; mas sei que o trivial, o trivial não existe pra mim. Porra, gente, Trivial não existe, faça-me o favor.
De volta então a arte, e dando prosseguimento ao poema (fail) recém chamado de Fortuna que a pouco postei.
Dando passos na vida junto do meu amor. Só sei que o que importa por enquanto é que É com ele que estou dando esses passos e estamos fazendo coisas pra termos uma estabilidade econômica. Fato. Mas não preciso me perguntar pra descobrir que mais cedo ou mais tarde vou me dar conta de que não é o suficiente. É muito trivial pensar em ter dinheiro pra pagar conta e se entreter, e a vida, a vida como deve ser tem de se extinguir a palavra trivial do vocabulário, em todas suas linguas e nações, mundo tooodo.
Então, que faço eu?
Como poetizei: conto os minutos, as horas, os dias, os meses e ja o ano passando desde que acordei pra fora da vidinha trivial, mas o que eu fiz no sentido de poetizar minha vida, fazer da minha estadia um filme longo, proveitoso do tipo que vc nem se da conta das horas que se passaram; ou uma música linda, por vezes animada, por vezes melancolicamene emocionante... a vida faz isso por si só, eu sei. Mas ninguém da muito valor. A arte valoriza, definitivamente engrandece a nossa estadia aqui nesse plano ou seja la o que for e destrói a trivialidade do nascer-esperar-morrer. Faz com que tudo valha a pena, transforma momentos e pessoas em significados tridimensionais de uma profundidade sem igual. Potencializa o sentimento, desenvolve as mágoas, abre e fecha feridas, mostra a verdadeira felicidade, nos mostra as vezes que nada é certo, nos acorda, nos faz sonhar...
Mas de volta a estaca zero, que eu faço? Que eu posso fazer, que eu devo fazer a fim de realmente transformar meu filme numa vida?