quarta-feira, 18 de novembro de 2009

DESAPUPU


TEXTO TIRADO DE UM OUTRO BLOG, UMA OUTRA VIDA.








(Inserir aqui uma infinidade de risos internéticos, um sincero suspiro de alívio e uma assustadora constatação de como problemática é a adolescência pra alguém como, bem, eu. E por eu eu digo nós, a sociedade e nós e a sociedade... Dito isso: );


Mais de um ano se passou desde que essas palavras foram cuspidas com uma sinceridade feroz, perdidas na internet, ás vezes escritas pra alguém achar, mas era pra alguém ME ACHAR.

De certa forma, todas essas coisas rídiculas, pra dizer o mínimo, me serviram de aprendizado, e embora eu não tenha pretensão alguma de mostrar esse blog pra outras pessoas, fica a dica, o testemunho quase que religioso... um descrente da vida que acreditou em sua própria inocência perante o excesso de hostilidade e mentiras sociais, pra conseguir ao menos ver alguns dias de inferno passar com calma e teve a chance de desfrutar da terra, ser um SER VIVO no planeta.

Eu comecei a namorar em Junho de 2008, mais de um ano, como eu disse.
Além de ser a pessoa mais maravilhosa do mundo, essa que partilha a vida agora comigo, ambos aprendemos rapidamente sobre nós mesmos, individualmente, quem éramos e por que diabos nunca exatamente fomos... confuso, eu sei.

(Digamos que você, leitor fantasma, deveria procurar entender nessa confusão algo na verdade muito comum que deve aflingir uma porcentagem surpreendente de adolescentes; uma fase decisiva para o adulto e enfim...)

Voltando a meu grande amor. Aprendido o que é viver e entendido o que foi viver, o quanto importante foi o apupu, foi a auto-flagelação mental, DEUS, como eu era tolo! Mas me serviu de escada, eu entendi. Agora eu tenho objetivos, e tenho problemas, e tenho medos e de vez em quando alguma confusão mental.
Continuo sarcástico, continuo mediocre na maioria das coisas que gostaria de não ser (como escritor, por exemplo) e continuo bom, sem nenhum tipo de ódio verdadeiro vigorando no meu dia-a-dia.
E que fiquem registradas e perdidas por anos essas palavras virtuais. Eu desejei liberdade, não ganhei, mas vi os modos de obtê-la e hoje, ao menos do apupu, da gaiola na minha mente e alma, eu sou livre.

Que venham os anos, que venham os blogs perdidos, as experiências, que venha tudo.
Não vou desperdiçar tempo, acordei e não posso e nem quero dormir.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

From Word 2007

O que aconteceu na última passagem de mês?

Bem, vejamos:

Aaaah, em resumo, hoje eu estou aqui escrevendo do Word para o blog diretamente porque perdi a hora de ir estudar, não trabalho e o dia é uma incógnita, assim como esse fim de ano.
Não totalmente, é claro. Nem tudo é dúvida, nem tudo é tão simples. Ás vezes são as certezas que preocupam mais, os fatos não deixam margem para dúvidas.
E, fazendo uma retrospectiva dos últimos 2 anos ao menos, eu acredito ter bagagem suficiente pra justificar minha calmaria diária, por calmaria não digo conformismo, eu vou, eu sempre faço minha parte;
mas de qualquer forma, eu sei, eu aprendi muita coisa, inclusive a confiar de olhos fechados.
Preciso de um emprego, dessa vez um decente.
Preciso me dar bem nos estudos, que são apenas o começo de outra grande jornada intelectual.
Preciso me concentrar nos objetivos.
Precisamos.
E como precisávamos dessas férias, forçadas ou não... =] =)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Que rufem os tambores

Aí vem Christine.
Bom humor na hora de anunciar um novo companhiero eletrônico, com todo saudosismo possível que a relação com seu antecessor criou.
Ainda escrevo dele, espero como sendo a ultima vez "oficial".
Vem um monstro ai, fora dos meus padrôes de vida, pode ser, mas uma realidade. Uma necessidade.

'Tava chovendo forte, estava faminto, com sono, cansado, o lugar era apertado, escuro e bagunçado, mas suas partes estavam ali, esperando para serem montadas.
E de todo o caos... tah-dah!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

sono

Vozes na cabeça.
Não, não é esquizofrenia. É fruto de mais um trabalho de louco, o degrau (ou rito de passagem) para a pessoa física que não teve muitas oportunidades na vida e escolheu um caminho pela mesma, feliz e brilhante, porém árduo.

Jeito poético de dizer que trabalho como Operador de Telemaketing, como é comummente conhecido. Embora a nomeclatura e suas designações variem, a pressão é aquela; ter a vida de pessoas que não escolheram mas seguem caminhos árduos porém sem o brilhantismo, sem o reconhecimento de ninguém nas mãos (ouvidos e boca), não é fácil.
Quando se tem empatia então...pfss.

Isso cansa o cérebro, isso traz um auto-questionamento sobre a própria integridade, se aprende um pouco mais sobre a filhadaputice de grandes instituições e o quanto você quer se afastar disso.
Me faz imaginar do quanto eu realmente preciso disso.
Precisamos tanto disso?

***

Computadores e suas ciências, minutos e suas inconsistencias, pessoas e suas complexidades por vezes subjugadas, por vezes egocêntricas. Amor se tornando uma tarefa do dia, algo a se cumprir, as vezes perdendo espaço na agenda...não é justo.
Mas há planos, não é necessário mais um ano de 'experiência' de vida num lugar onde você pode gastar seu tempo fazendo cálculos de quanto tempo ainda falta para se sentir um pouco livre, pra ter um pouco de contido carinho.
Há planos, há esforço e existem formas.
Nos dê uma chance.
Mas deixa eu só tirar esse cochilo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Setembro

Provavelmente o unico post do mês.
Provavelmente o mais exausto.
Tempo nunca esteve tão distorcido, tão do contra, tão contra mim, contra nós, a favor de quem não merece.
Nunca foi tamanha benção nem tamanho fardo.
Setembro chega chutando, tirando o fôlego, testando o corpo, a mente e o coração.
Lembrando seu tamanho infinito, que por vezes se torna sólido, tempo sólido!
Esse blog devia mudar seu nome pra alguma coisa relativa a tempo, mas ai eu lembro que filmes tem seu tempo de duração, oras. Estamos na parte drámatica? Ou só na parte chata?
Cadê o FastFoward?
Cade o Pause quando eu preciso?

domingo, 9 de agosto de 2009

Agosto

Mais uma sobre o tempo, tema supremo desse blog, tempo, nosso sequestrador.
Agosto, mais uma marquinha na linha mística do tempo e suas atrelaçoes as vezes nem um pouco místicas.
Mais um mês, mais uma marca.
Mais um dia 10.
Mais um dia 10...

Inverno foi ainda frio esse ano, quando pôde, é claro.
Porém diferente dos anteriores, esse foi quente. E nunca só.
Sono... conto as horas pra dormir pra contar os invernos frios e nunca mais sós até que esteja batalhando com você pra poder dormir e não precisar mais contar horas, apenas aproveitá-las.

Você ronca, ué.
Imagina, um dia 10 aí, num inverno qualquer, um frio destemido, nós juntos e nunca sós, as horas passando da forma que bem entenderem, com ajuda divina, vagarosamente e eu tentando dormir e poxa, você roncando!
Imagina?!
Só imagina...
Mais um dia 10.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Oldschool

Aqui os caminhos vão se separar um pouco.
Aqui vão haver novas descobertas, aqui haverão novas e diferentes histórias pra se contar. Aqui vai ser feita parte da nossa vida. Aqui... aqui eu sei que vou sentir mais e mais sua presença e seu carinho. Mesmo que um poquinho distante. (Espero uma saudade boa. Seja gentil, dona Saudade.)

Aqui eu sei que nunca vai ser completo até que, ao fim do dia, ao fim de um ciclo de horas ou infelizmente dias, eu me encontre com você. E torne tudo que este momento novo da minha vida traga a sua absoluta condição. A condição de ser completado por você.
Te espero na saída.