Fui descendo a avenida principal, uma neblina linda que só uma manhã de outono proporciona.
Sentia arrepios mais e mais fortes a cada passo, mas não era o frio que levantavam meus pelos e nem a presa no andar que acelerara meu coração.
Era o destino que se aproximava.
Sua casa, ou nosso futuro, não sabia na época mas já com certeza sentia que era sobre esses dois destinos, que eu estava prestes a presenciar e participar a razão de tanta bagunça no estômago.
O que difere seres humanos de animais, o que nos torna puros, o que nos torna grandes. A cada passo, não sabia, mas era o que os próximos minutos (horas, dias, meses e definitivamente anos) me reservavam.
E Deus, e logo todos, sabem o quanto eu aproveitei essa oportunidade de fazer da vida algo realmente valioso.
Cheguei no meu destino, mas não parei, só dei as mãos a alguém que me guia pela neblina.
...e faz um ano.
quarta-feira
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