sexta-feira

sono

Vozes na cabeça.
Não, não é esquizofrenia. É fruto de mais um trabalho de louco, o degrau (ou rito de passagem) para a pessoa física que não teve muitas oportunidades na vida e escolheu um caminho pela mesma, feliz e brilhante, porém árduo.

Jeito poético de dizer que trabalho como Operador de Telemaketing, como é comummente conhecido. Embora a nomeclatura e suas designações variem, a pressão é aquela; ter a vida de pessoas que não escolheram mas seguem caminhos árduos porém sem o brilhantismo, sem o reconhecimento de ninguém nas mãos (ouvidos e boca), não é fácil.
Quando se tem empatia então...pfss.

Isso cansa o cérebro, isso traz um auto-questionamento sobre a própria integridade, se aprende um pouco mais sobre a filhadaputice de grandes instituições e o quanto você quer se afastar disso.
Me faz imaginar do quanto eu realmente preciso disso.
Precisamos tanto disso?

***

Computadores e suas ciências, minutos e suas inconsistencias, pessoas e suas complexidades por vezes subjugadas, por vezes egocêntricas. Amor se tornando uma tarefa do dia, algo a se cumprir, as vezes perdendo espaço na agenda...não é justo.
Mas há planos, não é necessário mais um ano de 'experiência' de vida num lugar onde você pode gastar seu tempo fazendo cálculos de quanto tempo ainda falta para se sentir um pouco livre, pra ter um pouco de contido carinho.
Há planos, há esforço e existem formas.
Nos dê uma chance.
Mas deixa eu só tirar esse cochilo.

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