quarta-feira

DESAPUPU


TEXTO TIRADO DE UM OUTRO BLOG, UMA OUTRA VIDA.








(Inserir aqui uma infinidade de risos internéticos, um sincero suspiro de alívio e uma assustadora constatação de como problemática é a adolescência pra alguém como, bem, eu. E por eu eu digo nós, a sociedade e nós e a sociedade... Dito isso: );


Mais de um ano se passou desde que essas palavras foram cuspidas com uma sinceridade feroz, perdidas na internet, ás vezes escritas pra alguém achar, mas era pra alguém ME ACHAR.

De certa forma, todas essas coisas rídiculas, pra dizer o mínimo, me serviram de aprendizado, e embora eu não tenha pretensão alguma de mostrar esse blog pra outras pessoas, fica a dica, o testemunho quase que religioso... um descrente da vida que acreditou em sua própria inocência perante o excesso de hostilidade e mentiras sociais, pra conseguir ao menos ver alguns dias de inferno passar com calma e teve a chance de desfrutar da terra, ser um SER VIVO no planeta.

Eu comecei a namorar em Junho de 2008, mais de um ano, como eu disse.
Além de ser a pessoa mais maravilhosa do mundo, essa que partilha a vida agora comigo, ambos aprendemos rapidamente sobre nós mesmos, individualmente, quem éramos e por que diabos nunca exatamente fomos... confuso, eu sei.

(Digamos que você, leitor fantasma, deveria procurar entender nessa confusão algo na verdade muito comum que deve aflingir uma porcentagem surpreendente de adolescentes; uma fase decisiva para o adulto e enfim...)

Voltando a meu grande amor. Aprendido o que é viver e entendido o que foi viver, o quanto importante foi o apupu, foi a auto-flagelação mental, DEUS, como eu era tolo! Mas me serviu de escada, eu entendi. Agora eu tenho objetivos, e tenho problemas, e tenho medos e de vez em quando alguma confusão mental.
Continuo sarcástico, continuo mediocre na maioria das coisas que gostaria de não ser (como escritor, por exemplo) e continuo bom, sem nenhum tipo de ódio verdadeiro vigorando no meu dia-a-dia.
E que fiquem registradas e perdidas por anos essas palavras virtuais. Eu desejei liberdade, não ganhei, mas vi os modos de obtê-la e hoje, ao menos do apupu, da gaiola na minha mente e alma, eu sou livre.

Que venham os anos, que venham os blogs perdidos, as experiências, que venha tudo.
Não vou desperdiçar tempo, acordei e não posso e nem quero dormir.

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